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Geração elétrica da América Latina cresce 3,7% e renováveis chegam a 61,7%; Chile marca 65,3%

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Geração elétrica da América Latina cresce 3,7% e renováveis chegam a 61,7%; Chile marca 65,3%

A geração elétrica da América Latina e do Caribe chegou a 169 TWh em julho de 2026, 3,7% a mais que os 163 TWh de julho de 2025 e o maior valor mensal dos últimos 12 meses, segundo o relatório mensal de geração elétrica da Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (Olacde), publicado no fim de outubro com dados do seu Sistema de Informação Energética (sieLAC).

As fontes renováveis forneceram 61,7% dessa eletricidade, pouco acima dos 61,5% de junho. Dos 27 países-membros da Olacde, nove superaram a média regional: o Paraguai (100%) encabeça a lista e o Chile (65,3%) a fecha.

A eletricidade da América Latina e do Caribe em julho de 2026

169 TWh

Geração total

+3,7% frente a julho de 2025

61,7%

Participação renovável

Junho de 2026: 61,5%

65,3%

Renováveis no Chile

Nono de nove países acima da média

Fonte: Olacde, relatório mensal de geração elétrica na ALC, julho de 2026

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Geração total169 TWh · +3,7% frente a julho de 2025
Participação renovável61,7% · Junho de 2026: 61,5%
Renováveis no Chile65,3% · Nono de nove países acima da média

A geração elétrica da América Latina em julho de 2026, por fonte

A hidreletricidade continua sendo a base do sistema regional: forneceu 75,9 TWh, ou 44,9% do total. Em seguida vêm o gás natural, com 43,8 TWh (25,9%), e a energia eólica, com 17,7 TWh (10,5%). A solar ficou em 8,3 TWh (4,9%), atrás do petróleo e derivados.

FonteGeração em julho de 2026 (TWh)Participação
Hidrelétrica75,944,9%
Gás natural43,825,9%
Eólica17,710,5%
Petróleo e derivados10,56,2%
Solar8,34,9%
Carvão mineral6,13,6%
Nuclear4,32,6%
Bioenergia1,61,0%
Geotermia0,80,5%
Total169100%

Fonte: Olacde, com dados do sieLAC, relatório de julho de 2026 publicado em outubro.

A Olacde descreve uma matriz com predomínio renovável que, no entanto, "demanda geração flexível para compensar a variabilidade das fontes limpas". Na prática, esse respaldo vem sobretudo do gás natural, que gera mais de quatro vezes o que o petróleo fornece e sete vezes o carvão.

Quais fontes cresceram e quais caíram frente a 2025

Em relação a julho de 2025, quase todas as fontes geraram mais. O maior aumento foi do gás natural, com 2,9 TWh adicionais, seguido da solar (+1,9 TWh), do petróleo (+1,8 TWh) e da hidreletricidade (+1,6 TWh). Só caíram a eólica (-0,2 TWh) e a bioenergia (-4,1 TWh). O resultado líquido foi uma alta de 6 TWh, que a Olacde atribui à maior demanda de eletricidade.

FonteVariação julho 2026 vs. julho 2025
Gás natural+2,9 TWh
Solar+1,9 TWh
Petróleo e derivados+1,8 TWh
Hidrelétrica+1,6 TWh
Carvão mineral+1,4 TWh
Nuclear+0,7 TWh
Geotermia+0,1 TWh
Eólica-0,2 TWh
Bioenergia-4,1 TWh
Total+6 TWh

Fonte: Olacde, julho de 2026.

Um detalhe merece leitura cuidadosa: várias notícias informaram que a eólica "cresceu 14%" em julho. Esse número corresponde à variação mensal, ou seja, frente a junho de 2026, e não à comparação com um ano antes, na qual a eólica caiu levemente. No mesmo cálculo mensal, a solar caiu 32%, algo esperado em pleno inverno do hemisfério sul, quando os dias são mais curtos no Brasil, no Chile e no resto do Cone Sul.

Aerogeradores do parque eólico Valentines, no Uruguai, ao entardecer
Parque eólico Valentines, no Uruguai, um dos países com mais renováveis da região (98,3% em julho de 2026, segundo a Olacde). Foto: NaBUru38 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Os países com mais renováveis na geração elétrica da América Latina

O Paraguai gerou 100% da sua eletricidade com fontes renováveis em julho, graças às usinas binacionais de Itaipu e Yacyretá. Em seguida vêm Uruguai (98,3%), Costa Rica (98%) e Brasil (90%). O Chile, com 65,3%, é o último dos nove países que superaram a média regional de 61,7%.

Participação renovável na geração elétrica, julho de 2026 (%)

Fonte: Olacde, julho de 2026. Apenas os nove países acima da média regional de 61,7%

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Paraguai100
Uruguai98,3
Costa Rica98
Brasil90
Equador89,7
Venezuela83,5
Colômbia75,4
Belize74,9
Chile65,3
PosiçãoPaísRenováveis na geração (julho de 2026)
1Paraguai100%
2Uruguai98,3%
3Costa Rica98%
4Brasil90%
5Equador89,7%
6Venezuela83,5%
7Colômbia75,4%
8Belize74,9%
9Chile65,3%
—Média da América Latina e do Caribe61,7%

Fonte: Olacde, mapa do índice de renovabilidade de julho de 2026. O relatório detalha apenas os países acima da média.

A lista se parece com a dos rankings anuais: dominam os países com grandes barragens ou muito vento. Para uma visão global, com dados de um ano inteiro e a comparação com a Europa e a Ásia, veja o ranking dos países com mais energia renovável.

Chile, nono em renováveis: por que seu número sobe na primavera

Os 65,3% do Chile correspondem a julho, o mês com menos sol do ano e alta demanda por aquecimento. O número muda muito com as estações. Em setembro de 2026, segundo o relatório mensal do Coordenador Elétrico Nacional citado pelo Reporte Minero em 30 de outubro, as usinas hidrelétricas, solares e eólicas geraram quase 84% da eletricidade do Sistema Elétrico Nacional chileno.

Chile, setembro de 2026Participação na geraçãoSetembro de 2025
Hidrelétrica39,3%25,6%
Solar28,4%—
Eólica15,6%—
Térmica16,4%33,3%

Fonte: Coordenador Elétrico Nacional, relatório mensal de setembro de 2026, via Reporte Minero (30 de outubro de 2026).

Esse salto, impulsionado pelas chuvas do inverno e pela maior radiação da primavera, derrubou os preços no atacado. Em outubro, o custo marginal da eletricidade chegou ao menor nível desde 2002, com um corte recorde de energia solar e eólica que não encontrou uso.

Aerogeradores do parque eólico El Arrayán, no litoral da Região de Coquimbo, no Chile
Parque eólico El Arrayán, na Região de Coquimbo. A eólica forneceu 15,6% da eletricidade do Chile em setembro de 2026. Foto: Alfabille / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

A renovabilidade regional nos últimos 12 meses

Entre julho de 2025 e julho de 2026, a participação renovável da região ficou sempre acima de 60%. O máximo foi fevereiro de 2026, com 69% (109 TWh renováveis contra 49 TWh não renováveis), e o mínimo, junho de 2026, com 61,5%, quando a geração renovável caiu para 101 TWh e a térmica subiu para cerca de 63 TWh. A geração mensal total oscilou entre 158 e 169 TWh.

A grande dependência da hidreletricidade, quase metade da geração, torna a região sensível às secas: quando chove menos, o gás e o petróleo cobrem a diferença, como ocorreu em junho. Por isso as grandes barragens, a começar por Itaipu e as maiores usinas hidrelétricas do mundo, seguem ditando o ritmo da matriz latino-americana.

A matriz também explica parte das diferenças de tarifas entre países, mas não todas: impostos, subsídios e redes pesam tanto quanto a fonte. O detalhe está no ranking do preço da eletricidade na América Latina.

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Perguntas frequentes

Quanta eletricidade a América Latina gerou em julho de 2026?

169 TWh, 3,7% a mais que em julho de 2025 (163 TWh), segundo a Olacde. Foi o maior valor mensal dos últimos 12 meses.

Que porcentagem da eletricidade da região é renovável?

61,7% em julho de 2026. Nos 12 meses anteriores oscilou entre 61,5% (junho de 2026) e 69% (fevereiro de 2026).

Qual país da América Latina tem mais eletricidade renovável?

O Paraguai, com 100% em julho de 2026, seguido de Uruguai (98,3%), Costa Rica (98%) e Brasil (90%).

Em que posição está o Chile?

O Chile foi o nono dos nove países acima da média regional, com 65,3% em julho. Em setembro, com mais sol e água, sua geração renovável chegou a quase 84%, segundo o Coordenador Elétrico Nacional.

O que é a Olacde?

É a Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia, um organismo intergovernamental com 27 países-membros que publica estatísticas energéticas da região por meio do seu sistema sieLAC.