Uma impressora 3D de mesa consome menos do que parece. A Bambu Lab A1 mini, uma das mais vendidas, tem média de 80 W imprimindo em PLA, segundo as medições que o próprio fabricante publica em sua wiki de consumo elétrico. Com o kWh a 255,27 pesos chilenos (tarifa residencial BT1 da CGE em vigor desde 1.º de outubro de 2026), isso dá cerca de 20 pesos por hora. Uma impressão de 5 horas em uma Bambu Lab P1S (105 W) custa cerca de 134 pesos de energia.
O consumo muda muito segundo o material, porque o que mais gasta é aquecer: o bico, a mesa e, nos modelos fechados de alta gama, a câmara. Neste guia, mostramos quanto consome uma impressora 3D segundo o modelo e o material, quanto custa cada impressão em pesos, como se comparam as impressoras de resina e o gasto que acontece sem imprimir nada.
Quanto consome uma impressora 3D: medições por modelo e material
A Bambu Lab publica a potência média medida de cada impressora com diferentes materiais, o que permite comparar com dados reais e não com a potência máxima da fonte. A tabela resume essas medições.
| Impressora | PLA | PETG | ABS | PC | Em espera com wi-fi |
|---|---|---|---|---|---|
| Bambu Lab A1 mini | 80 W | 75 W | — | — | 6,1 a 7,3 W |
| Bambu Lab A1 | 95 W | — | 200 W | 150 W | 4,1 a 5,4 W |
| Bambu Lab P1P | 110 W | — | 170 W | 160 W | 5 a 5,6 W |
| Bambu Lab P1S | 105 W | — | 140 W | 135 W | 5,8 a 6 W |
| Bambu Lab X1 Carbon | 105 W | — | 150 W | 135 W | 8,7 a 9,9 W |
| Bambu Lab P2S | 200 W | — | — | — | 7,8 a 8,2 W |
| Bambu Lab H2D | 197 W | 150 W | — | 395 W | 25 a 27 W |
Fonte: wiki da Bambu Lab, parâmetros de consumo de impressoras e AMS, consultada em 3 de novembro de 2026. São potências médias de impressão a 220 V; a potência máxima da fonte é bem maior (por exemplo, 1.000 W nas séries X1 e P1 e 150 W na A1 mini) e só é atingida no aquecimento inicial.
Duas coisas se destacam. Primeiro, os materiais técnicos como ABS e policarbonato (PC) exigem bico e mesa mais quentes, e a potência média sobe até o dobro. Segundo, as impressoras mais novas e maiores, como a H2D de bico duplo, consomem cerca de 200 W mesmo com PLA.
Quanto gasta uma impressora 3D em pesos chilenos
O cálculo é a potência média em quilowatts vezes as horas de impressão vezes o preço do kWh. Uma P1S imprimindo PLA a 105 W (0,105 kW) durante 5 horas consome 0,525 kWh, que a 255,27 pesos dão 134 pesos.
| Impressora e material | Custo por hora | Impressão de 5 horas | 60 horas por mês (2 h por dia) |
|---|---|---|---|
| A1 mini, PLA (80 W) | 20 pesos | 102 pesos | 1.225 pesos |
| A1, PLA (95 W) | 24 pesos | 121 pesos | 1.455 pesos |
| P1S, PLA (105 W) | 27 pesos | 134 pesos | 1.608 pesos |
| X1 Carbon, ABS (150 W) | 38 pesos | 191 pesos | 2.297 pesos |
| A1, ABS (200 W) | 51 pesos | 255 pesos | 3.063 pesos |
| H2D, PLA (197 W) | 50 pesos | 251 pesos | 3.017 pesos |
| H2D, PC (395 W) | 101 pesos | 504 pesos | 6.050 pesos |
Cálculos da Energía Futura com as potências médias da Bambu Lab, o kWh a 255,27 pesos chilenos e meses de 30 dias, arredondados.
Para pôr em perspectiva, imprimir PLA duas horas por dia em uma impressora de cerca de 100 W soma uns 6 kWh por mês, menos do que um computador de mesa usado várias horas por dia. No artigo sobre quanto consomem um computador gamer e um notebook está a comparação. Em quase todas as peças, o filamento pesa mais do que a energia no custo total.

Impressora 3D de filamento ou de resina: qual gasta menos
As impressoras de resina (MSLA) não aquecem um bico nem uma mesa: endurecem camadas de resina líquida com uma tela e uma luz ultravioleta. Por isso a potência é moderada. A Anycubic Photon Mono M5s, por exemplo, tem potência nominal total de 110 W, segundo a página de perguntas frequentes do fabricante. Com esse teto, uma hora custa no máximo 28 pesos.
| Aspecto | Filamento (FDM) | Resina (MSLA) |
|---|---|---|
| O que consome energia | Bico, mesa aquecida, motores e ventiladores | Luz UV, tela e motor do eixo Z |
| Potência típica | 80 a 200 W com PLA; mais com ABS ou PC | Até uns 110 W nominais em um modelo de mesa |
| Gasto extra | Secador de filamento, se usado | Estação de lavagem e cura depois de cada impressão |
| Custo do material | Filamento por quilo | Resina por litro, mais álcool para a lavagem |
| Uso típico | Peças funcionais, protótipos | Miniaturas e peças de alto detalhe |
Em consumo elétrico, as duas tecnologias ficam na mesma ordem de grandeza: dezenas de pesos por hora. A escolha é feita pelo tipo de peça, não pela conta de luz. A resina, porém, soma a lavagem e a cura e exige ventilação por causa dos vapores.
O gasto em espera, quando não imprime
Um dado que costuma passar despercebido: muitas impressoras ficam ligadas e conectadas ao wi-fi entre impressões. Segundo a Bambu Lab, uma P1S em espera consome 5,8 a 6 W e uma X1 Carbon, 8,7 a 9,9 W. Uma impressora de 6 W ligada o mês inteiro sem imprimir soma 4,3 kWh, cerca de 1.100 pesos: quase o mesmo que imprimir duas horas por dia com uma A1 mini.
A H2D, com 25 a 27 W em espera, chega a cerca de 19 kWh por mês se nunca for desligada, mais de 10% do que gasta uma casa típica segundo o nosso artigo sobre quanto consome uma casa no Chile por mês. Desligá-la no interruptor ou com uma tomada inteligente quando não estiver em uso é a economia mais simples.

Por que as impressoras fechadas podem gastar menos
Uma impressora com carenagem, como a P1S ou a X1 Carbon, conserva o calor da mesa dentro da câmara. Com PLA, a média é a mesma de uma aberta, mas com ABS a P1S fechada (140 W) consome menos do que a A1 aberta (200 W), segundo as medições do fabricante. O calor que não se perde não precisa ser reposto.
Quanto pesa a energia frente ao material
Em uma impressão típica de PLA, a eletricidade custa na ordem de 20 a 30 pesos chilenos por hora. O filamento depositado nessa mesma hora costuma custar bem mais, sobretudo em peças com muito preenchimento. Por isso os calculadores de custo dos programas fatiadores, como o PrusaSlicer ou o Bambu Studio, pedem primeiro o preço do filamento e deixam a eletricidade como dado opcional. Para quem imprime sob encomenda, a energia é um componente menor do preço, embora valha a pena somá-la em impressões longas com materiais técnicos.
Dicas para que consuma menos
- Desligue-a entre impressões ou use uma tomada inteligente que corte a energia ao terminar.
- Ajuste a temperatura da mesa ao que o material pede: o PLA costuma funcionar bem com 55 a 60 °C.
- Imprima em um cômodo temperado: no inverno, uma corrente de ar fria obriga a mesa a aquecer mais.
- Agrupe peças em uma mesma impressão: o aquecimento inicial, o momento de maior potência, é pago uma só vez.
- Seque o filamento só quando necessário: os secadores somam o seu próprio consumo.
Para calcular o gasto com o preço da sua distribuidora, consulte o preço do kWh no Chile por comuna e distribuidora. Com um kWh mais caro, todos os custos sobem na mesma proporção.
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Ver formatos publicitáriosPerguntas frequentes sobre consumo e custo por impressão
Quantos watts consome uma impressora 3D?
Imprimindo PLA, entre 80 e 110 W de média nos modelos de mesa da Bambu Lab, e cerca de 200 W nos grandes, como a H2D ou a P2S. Com ABS ou PC, entre 135 e 395 W.
Quanto custa de energia uma impressão 3D?
Com o kWh a 255,27 pesos, uma impressão de 5 horas em PLA custa entre 100 e 250 pesos chilenos, segundo a impressora. Com PC em uma H2D, cerca de 500 pesos.
Gasta mais uma impressora de resina ou uma de filamento?
Estão na mesma faixa. Uma de resina de mesa tem potência nominal de cerca de 110 W; uma de filamento com PLA, de 80 a 110 W de média. A diferença real está no custo do material.
Dá para deixar uma impressora 3D ligada?
Sim, mas em espera ela continua consumindo: de 4 a 10 W na maioria dos modelos da Bambu Lab e até 27 W na H2D. Desligá-la ao terminar economiza até cerca de 1.000 pesos por mês.
Quanto consome um secador de filamento?
Segundo a Bambu Lab, o seu AMS 2 Pro consome 80 W no modo de secagem e o AMS HT, 170 W. Um ciclo de secagem de várias horas pode custar mais do que a própria impressão, então vale usá-lo só com materiais que absorvem umidade.



